Crise Existêncial
Eu estava ofegante, meu corpo estava molhado, mas não de suor, era água da chuva. Havia chovido há uns cinco minutos atrás, o caminho parecia mais longo que o normal aquela noite. Pedalava lentamente me preocupando em não sujar minha camisa de lama, a tranquilidade sempre esteve comigo mesmo com pressa pra chegar em casa.
Passava todo dia por aquele lugar mais nunca havia reparado o quão longa era aquela rua, parece sem fim, nesse meio tempo observava o caminho deserto, com baixa luminosidade, vazio, frio... Em um breve instante sou surpreendido com algo que me parece um buraco na estrada, fico assustado. O pavor começa a exceder depois que o caminho começa a escurecer por completo como se eu tivesse entrando em uma vala subterrânea que se abriu no meio da estrada. Num dado momento tento frear a bicicleta mais ela não para, tudo continua a escurecer até que olho para trás e não vejo mais luz, só escuridão. Nesse instante sinto que não há mais resistência do chão sobre as rodas e me percebo caindo, caindo no infinito, na escuridão. Não consigo gritar, não escuto minha própria voz, só os meus pensamentos. Agora já não sinto mais nada, meu corpo entra numa inércia estranha, não existe frio, calor. Nem alivio nem dor. Nem luz. Apenas silêncio. A unica voz que escuto é a da minha consciência. Tento me tocar e parece que não existo, não sinto. Logo penso... Será que é a morte?
Mil lembranças pairam sobre meus pensamentos. Perco a noção do tempo, talvez nem ele exista mais. Afinal, o que é o tempo agora? E eu... O que sou?
Após vários momentos conversando comigo mesmo, sinto cheiro da chuva - ou será que são apenas lembranças? - agora sinto respingos no rosto cada vez mais intensos. Percebo que posso abrir os olhos. Já estou perto de casa, lembro da janta que me espera e apresso minha pedalada, faltam apenas alguns metros.
Passava todo dia por aquele lugar mais nunca havia reparado o quão longa era aquela rua, parece sem fim, nesse meio tempo observava o caminho deserto, com baixa luminosidade, vazio, frio... Em um breve instante sou surpreendido com algo que me parece um buraco na estrada, fico assustado. O pavor começa a exceder depois que o caminho começa a escurecer por completo como se eu tivesse entrando em uma vala subterrânea que se abriu no meio da estrada. Num dado momento tento frear a bicicleta mais ela não para, tudo continua a escurecer até que olho para trás e não vejo mais luz, só escuridão. Nesse instante sinto que não há mais resistência do chão sobre as rodas e me percebo caindo, caindo no infinito, na escuridão. Não consigo gritar, não escuto minha própria voz, só os meus pensamentos. Agora já não sinto mais nada, meu corpo entra numa inércia estranha, não existe frio, calor. Nem alivio nem dor. Nem luz. Apenas silêncio. A unica voz que escuto é a da minha consciência. Tento me tocar e parece que não existo, não sinto. Logo penso... Será que é a morte?
Mil lembranças pairam sobre meus pensamentos. Perco a noção do tempo, talvez nem ele exista mais. Afinal, o que é o tempo agora? E eu... O que sou?
Após vários momentos conversando comigo mesmo, sinto cheiro da chuva - ou será que são apenas lembranças? - agora sinto respingos no rosto cada vez mais intensos. Percebo que posso abrir os olhos. Já estou perto de casa, lembro da janta que me espera e apresso minha pedalada, faltam apenas alguns metros.
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